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Todas as empresas por onde passei têm estruturas familiares, o que é muito comum no sul do Brasil. As agências de publicidades não possuíam estrutura fixa como empresa. Nesta época, eu não entendia ainda como as empresas, de modo geral, funcionavam. Compreendia a estrutura básica deste tipo de empresa, prestadora de serviços à outras empresas, mas não a sua verdadeira essência. Acredito que a estrutura administrativa destas agências eram extremamente frágeis. Tanto que duas acabaram falindo. Uma delas se manteve e hoje, em 2007, é a segunda maior agência de publicidade da cidade de Itajaí, em Santa Catarina.< No primeiro jornal diário em que trabalhei, percebi algumas diferenças. Principalmente as de setores. No caso do jornal: a redação, a reportagem (que definitivamente são diferentes), a gráfica, a distribuição e a diretoria. Ah, a diretoria! Foi nesta micro empresa que também descobri o lado ruim, a má gerência e gestão do negócio, a falta de responsabilidade e desrespeito com os funcionários e com outras empresas que dependiam direta ou indiretamente do jornal enquanto Empresa. Mais recentemente, juntei esforços (porque não foi fácil) e consegui entrar no maior jornal da cidade. Tiragem média de 8.000 exemplares, circulação de Barra Velha (no norte do estado) até a capital Florianópolis. Um veículo de comunicação (e empresa) apaixonante de se trabalhar, com sucursais em Florianópolis, Balneário Camboriú e Navegantes. Foi e está sendo a minha verdadeira escola. Maravilhei-me ao perceber como toda a estrutura daquela empresa funcionava. Com o tempo, fui pondo em questão como e por que tudo funcionava daquele jeito singular. Descobri aos poucos que a empresa possuía uma cultura organizacional, um mito. Vi que ali havia ritos de passagem e de integração. E não fiquei assistindo na poltrona, como nos dias de ócio. Acompanhei mais ou menos de perto a instituição de um departamento de recursos humanos, antes vinculado ao departamento financeiro. Lembro como se fosse ontem os recados e avisos de promoções espalhados por toda a casa, onde funciona o jornal, se aglomerarem em um mural, em um corredor, com avisos para funcionários e prestadores de serviços. Ali havia avisos de convênios firmados, órgãos de sociedade comercial, médico, dentista e farmácia à disposição dos funcionários. Um tempo mais tarde, juntou-se ao departamento de recursos humanos uma psicóloga. A moça hoje é peça fundamental, ao meu ver, no departamento. Ela foi responsável por uma campanha de reciclagem de lixo, muitas vezes batendo de frente com alguns funcionários que desrespeitavam esta conduta; foi responsável pela implantação do programa de Qualidade Total (5 S), programa exigido pra implantação dos programas ISO; mantém um trabalho periódico com os diversos públicos do jornal. Afinal, são mais de cem funcionários, incluindo diretoria, editores, repórteres, estagiários, diagramadores, entregadores, jornaleiros, auxiliares administrativos entre alguns outros. Aonde pode chegar? Bem, somos o jornal mais lido na região da foz do Rio Itajaí-Açú, independente de qualquer força política-econômica. Perdemos apenas para um grande jornal do grupo RBS (Rede Brasil Sul, afiliada da Rede Globo). A maior satisfação e o que me dá mais motivação é ver as pessoas na rua, com o jornal que você “suou a camisa” pra deixar prontinho, no dia anterior, para o leitor se interar do que acontece na região. E por aqui, somos unanimidade. Isto tudo tem um nome: valor agregado. Preciso falar mais alguma coisa?Quando Gruning discursa sobre excelência, não acredito que ele se refira apenas a grandes empresas e corporações fundidas, que tenham ações subindo e descendo nos principais centros financeiros. Quando Souza define Relações Públicas, bem como a definição de outros autores, não consigo pensar apenas no departamento pessoal de multinacionais com executivos fechando acordos “monstro” com a finalidade do bem estar do público interno. Mesmo porque esta não é a realidade da minha formação. Vejo que há várias formas de se lidar com o público, de acordo com sua cultura, conjuntura e acessibilidade. Não concordo que eu tenha uma vasta experiência na área. Concordo pois, que ainda tenho muito o que aprender no que se refere a gestão e comunicação empresarial, nicho administrativo riquíssimo, como se pode perceber. É certo que aprendemos muitas coisas lendo. E neste caso, Gruning, Marchiori, Putnam, Sant’Anna, e a própria professora Kunsch (entre outros diversos autores nos quais me deparei) muito tem a contribuir nesta constante evolução do aprendizado. De conceitos à prática, o conhecimento e nossa capacidade sempre evolui. É o que eu tenho filtrado de minha vivência. Por favor, qualquer manifestação mencionando erros gramaticais, acentuação ou pontuação, comunicar nos comentários. É que simplesmente estou sem tempo de corrigir! Dá pra acreditar? Pois é verdade.
Fui pra cama! Direto! |
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